segunda-feira, 15 de julho de 2013

Petronilha Morais - Análise do filme PINA e suas relações com as artes



Assistir a “Pina” é como ver um musical, um documentário, e um espetáculo ao vivo. Uma obra que traz novamente a discussão dos limites da arte como via para a imortalidade, a transcendentalidade. A artista Pina Bausch agora torna-se um símbolo para um grande público, e as imagens carregadas de emoção e significado que Wenders apresenta em seu longa, mostram um trabalho que consegue entregar um belíssimo jogo de símbolos. Símbolos esses que só são utilizados para quando faltam as palavras.
Vale ressaltar que o longa foi FILMADO nesse formato), são de grande competência. Nota-se por detalhes mínimos como a translucidez das cortinas vermelhas do palco, ou as excelentes noções de profundidade e geometria espacial. O bom trabalho com o espaço no quadro exalta as impressões tridimensionais da imagem, que essas ganham textura deveras palpável. É bastante engenhosa a escolha em posicionar a câmera atrás de cadeiras do teatro, o que estimula a imersão do espectador de fato nas poltronas da tela.
Todo um conteúdo lírico, poético, tantas vezes mais sensorial que reflexivo, tantas vezes distante de um entendimento mecânico e técnico, e cada vez mais próximo do sublime, do intangível; o que, por sua vez, aparentemente sintetiza com precisão o trabalho da coreógrafa, dançarina, mestre e diretora de balé Pina Bausch.

Petronilha Morais - A evolução da dança - Histórico



Desde que existe humanidade existe a dança, a expressão de um corpo, seja para expressar em forma de ritual, ou sentimento e até mesmo uma emoção. Não se sabe ao certo como surgiu à dança, mas na pré-história temos já os registros que são as pinturas rupestres encontrada nas cavernas que mostra o cotidiano do homem no período paleolítico onde a humanidade era predadora. Neste período o homem utilizava a dança para representar um momento do seu cotidiano ou de forma ritualística, a captura de um animal, o nascimento de um filho ou a morte de um ente querido. Nesta o homem tinha uma ligação muito forte com a natureza e os mistérios da vida.
No antigo Egito suas festas religiosas de grande importância se centralizavam em danças para homenagear os deuses, principalmente Osíris, o Deus da vegetação, já que esses povos viviam da agricultura. A dança também servia como entretenimento. Os escravos, por exemplo, dançavam para divertir as famílias ricas e seus convidados.
A dança perde sua força na idade media. Por volta do século V até o século XIV, o cristianismo tornou-se a força mais influente na Europa. Ficaram proibidas, pois alguns representantes da igreja viam nos movimentos muita sensualidade. O cristianismo renega totalmente a dança teatro, vendo a como uma manifestação não adequada dos cânones eclesiásticos.
O renascimento foi um período de grande desenvolvimento cultural. Entre os nobres cria se espetáculos destinados para os membros da corte, chamadas Ballet de Cours, ou seja, balé da corte. Nesses espetáculos atuavam compositores, artistas de grande talento, inclusive Leonardo da Vinci. Além das danças cultas, fora dos salões surgem as danças populares formando uma diversidade cultural.
Podemos observar que a humanidade caminha com a dança desde os primórdios e com os seus progressos, desde as grandes obras românticas até o modernismo, passando pelas danças folclóricas e as religiosas, há uma grande riqueza à disposição do público. Não é mais uma arte que se destina apenas para uma elite, mas se transformou num meio de diversão de todas as classes, já que é apresentada além do teatro, em televisão, cinemas e praças.

Petronilha Morais - A dança como aternativa pedagógica



Todo ser humano precisa se expressar corporalmente para que ele possa ser na sua trajetória de vida mais equilibrado, criativo, dinâmico entre outros aspectos. A educação se da pelo movimento, com isso podemos evidenciar que através da dança na escola podemos favorecer a formação das potencialidades do ser humano, para que suas experiências educacionais se integrem no processo de aprendizagem total. 
A utilização da dança como prática pedagógica ajuda o indivíduo na sua aprendizagem, desenvolvimento motor e cognitivo.

De ações educativas de movimentos espontâneos e atitudes corporais da criança,   proporcionando-lhe uma imagem do corpo contribuindo para a formação de sua personalidade. É uma prática pedagógica que visa contribuir para o desenvolvimento integral da criança no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo os aspectos físicos, mental, afetivo-emocional e sócio-cultural, buscando estar sempre condizente com a realidade dos educandos. (LE BOULCH, 2001, s.p. apud. ASSIS; JOBIM, 2008  p.04)

Nesta perspectiva, Uma área que pode ajudar a criança a desenvolver suas potencialidades é a dança em um aspecto pedagógico, pois ela está associada à afetividade e à personalidade, pois o individuo se utiliza de seu corpo para demonstrar o que sente.
A importância da dança na escola, com suas contribuições no desenvolvimento do educando e como a escola, professores ou agentes envolvidos em projetos destinados nesta área, podem propor para ajudar o seu aluno a desenvolver suas próprias potencialidades, seja na expressão artística e no processo de ensino aprendizagem. Além disso, a ela também proporciona ao indivíduo o conhecimento do ponto de vista cultural.

Petronilha Morais - As Mulheres de Shakespeare



Nas diversas obras de William Shakespeare (1564-1616) suas protagonistas são causadoras e vítimas de constantes tragédias onde a disputa pelo poder é o conflito principal. No período em que essas obras foram escritas, o desvalor social e cultural da mulher era constante, inclusive na forma de representação teatral onde os personagens femininos eram interpretados por homens. A mulher era motivo de risos estando sempre relacionada à fragilidade.Dessa forma, podemos observar movimentos e características psicológicas das personagens: Julieta “Romeu e Julieta”, Ofélia “Hamlet”, Desdêmona “Otelo” e Lady Macbeth “Macbeth”, numa estética moderna e crítica onde "Julietas não morrem mais por amor", "Ofélias com seus encantos afogam seus cantos" e "Desdêmonas vítimas sufocam amores ciumentos".
O espetáculo “As Mulheres de Shakespeare” é uma peça de dança-teatro que caminha sobre dualidades humanas em territórios compostos por essências hibridamente expostas numa dramaturgia corporalmente construída a partir de pesquisas sobre as personagens Desdêmona, Lady Macbeth e Ofélia das tragédias Otelo, Macbeth, Hamlet, escritas pelo dramaturgo inglês William Shakespeare.
O Núcleo Atmosfera traça novos olhares sobre a dramaturgia do corpo, partindo de releituras das tragédias Otelo - O Mouro de Veneza, Macbeth e Hamlet, do dramaturgo inglês William Shakespeare, propondo um recorte específico sobre suas protagonistas. De acordo com o professor Leônidas Portella, por se tratar de uma obra de arte contemporânea, o olhar é sempre voltado para a dramaturgia. “Não costumamos limitar os olhares do público afirmando o significado de cada símbolo em cena, acreditamos que cada espectador conquista o seu próprio olhar no decorrer da apreciação do espetáculo”, explica.
As intérpretes – que neste caso são também criadoras - vestidas de vermelho num palco harmoniosamente florido revelam suas particularidades expressivas de forma orgânica,abstrata e social.O vermelho está presente em todos os momentos da vida e também na morte, seja triste ou alegre - no parto, no ciclo menstrual, na sensualidade, no prazer, no amar, nos desejos. O vermelho representa aí algo que quer sair, algo forte, verdadeiro, quer gritar os desejos mais profundos. Portanto podemos observar em cada cena sensações expostas por essas mulheres vermelhas, sensações inteiramente únicas e puras, fortes e fracas, românticas e submissas. Sim! Muito sábias ao serem submissas "a submissão é uma atitude mútua, independente daquele que julga ter mais autoridade se comparado ao outro. Ela significa limitar-se voluntariamente ao outro sem contrariar a nossa consciência ou nos obrigar a fazer algo condenável ou à força".

http://www.youtube.com/watch?v=sMTexF0VkIE 



paula rochelle

REGISTROS 
FOTOGRÁFICOS
MULHERES DE SHAKESPEARE











paula rochelle




O Divino

O espetáculo trata-se um trabalho experimental sobre o divino espirito santo, mas conhecido como festejo do divino, uma festa tradicional maranhense, que tem como um seus destaques as caixeiras, mulheres religiosas que tocam uma especie de tambor e saem em cortejo, o espetáculo ressalta muito essa questão do som ou ritmo das caixas.
Na apresentação o ator / bailarino usava um figurino que representava a realeza,mostrava ainda imagens e sons típicos da cidade de alcântara, o espetáculo foi muito bonito e dinâmico, pois houve interação do público que tocava nas caixas e o ator / bailarino expressava o som através de movimentos .       
 

paula rochelle