segunda-feira, 20 de maio de 2013

A ORIGEM DA DANÇA



A origem da DANÇA e sua evolução, um vídeo para ilustrar nossa aula do dia 10/05/2013.

Por Petronilha Morais


Comentários do Cap. I do livro A DANÇA, de Miriam Garcia

Capítulo I - A dança, primeiros movimentos


O ritmo e o sentido antropológico:

* Atividade que se desenvolve no espaço e num tempo determinado (ritmo);
* Expressar emoções e ideias segundo um esquema individual ou coletivo.


"Dança é, basicamente, movimento e gestos."(pag. 5)
Desde que não sejam executados aleatoriamente, mas sim com regras e medidas que tornem o conjunto homogêneo e fluente no tempo. Para dançar não necessitamos indispensavelmente de música mas sim, de um ritmo que pode ser estabelecido como ponto de partida.

"O ritmo, pois, interno ou externo e marcado de variadas maneiras, ao som, ou não, de música (também com ritmo próprio), seria o ponto de partida, o momento mais recuado da dança, atividade que se desenvolve no espaço e num tempo determinado, cuja configuração é o ritmo."(pag.5)
A dança "pode ser marcada apenas pelo ritmo interno do dançarino, assim diferenciando-se dos movimentos comuns." (pag.6)

Uma outra importante característica da dança é a conquista da gravidade, a tentativa de fugir do chão, claro que sem desconsiderar os tipos de dança executadas diretamente no chão, como muitas dos povos primitivos.

Sinais de uma cultura humana em formação:

Período Paleolítico Superior - inscrições em cavernas: representação pictórica; atividade humana: coleta de alimentos; primeiros sinais de atividades dançantes como se fosse mágica ou feitiçaria para se alcançar seu intento (no caso alimentos: animais, caça).
Neolítico - O homem começa a adorar os espíritos, prestar culto e enterrar seus mortos. A dança estava presente nestas cerimônias, era a arte dominante neste período, talvez já utilizassem para isso, também, um acompanhamento musical. Quem dançava eram os homens, principalmente magos e sacerdotes.

Por fim, a dança pode ser considerada como a mais antiga das artes, expressando-se sem auxílio de palavras. Ela vale pelo que é, pelo prazer que causa, em quem a executa ou a assiste.
A partir do momento em que a dança começa a ser realizada por pessoas ou grupos organizados, no período da Renascença, há uma união desta com a música, as artes plásticas e outras artes, tornando-se neste caso, complexa e específica.



Por Petronilha Morais em 20/05/2013



domingo, 19 de maio de 2013

LEANDRO MAGALHAES ROCHA- A INVESTIGAÇÃO EM DANÇA: O CORPO QUE FORMULA HIPÓTESES


IMPRESSÕES E OBSERVAÇÕES, II MOSTRA DE INSVESTIGAÇÃO EM DANÇA




O ato de investigar como ação de formular hipóteses é inerente à experiência humana, porque o mundo não nos é “dado” como “algo” pronto e completo. As ocorrências, emergências de uma maneira geral, são observadas, lidas e elaboradas a partir das relações, das experiências. Como a ação de investigar é processual, uma vez que o corpo é fluxo no espaço-tempo de suas relações sempre circunstanciadas, surpreende-se inevitavelmente com a diferença, com o desconhecido ou o novo, o que provoca a inquietação e a necessidade de resposta

Ao investigar, o corpo tece continuamente um tipo de procedimento que implica os modos como o corpo se organiza, ou seja, como ele se torna capaz de levantar questões, mover-se em condição de “adivinhação”, de possibilidades, problematizando, testando hipóteses e elaborando soluções provisórias como explicações/movimento.Gladis Tridapall
 O objetivo da II MIDANÇA alcançou um resultado bem interessante, fazendo uma abordagem sobre vida humana, animal e aspectos de uma vida surreal, mas o que mais me chamou atenção foi a performance IN LOCO, pois nela consegui ver que muitas das vezes estamos no quarto pensando em sonhos a serem realizados e passamos a dançar com a nossa mente dentro do nosso próprio quarto e agimos de forma tosca, e nos atordoamos, pois pra mim é ultimo lugar que penso sobre minha vida e angústias é quando vou dormir.
É nessa perspectiva que ARTE, e especialmente a dança está presente pra retratar essas IMPRESSÕES do nosso dia a dia, e através da investigação e da improvisação que esses resultados são obtidos através dessa linguagem artística.

LEANDRO MAGALHAES ROCHA, O CORPO CRIA E SIGNIFICA



                                                   
                                                          O CORPO CRIA E SIGNIFICA


Situando-se num espaço rítmico, a expressão corporal toma o homem em sua transcendência e renova desta maneira o seu propósito de determinar e sentido. A criatividade representa fundamentalmente a possibilidade que tem o corpo de elaborar formas expressivas que se significam a si mesmas.
Na vida das formas expressivas, o corpo se reconhece num espaço em torno, que se descobre à medida que se cria, e num espaço com, onde encontramos o outro ao sairmos de nós mesmos para e seguida retornarmos a partir desse outro. Põe-se a pessoa a existir ela própria com os outros, isto é, de afirmar-se com presença significante. É nesse momento que se pode falar de linguagem corporal: a expressão corporal provoca o renascimento dessa unidade significante eu – mundo nas formas expressivas elaboradas pelas pessoas e através das quais estas se comunicam. Realiza-se a criação coletiva a partir das diferentes proposições elaboradas nas improvisações. (corpo existe)
O peso, os fluxos, o espaço, o tempo, o estilo, a composição são examinados como fatores determinantes para a criação e para a compreensão de um trabalho que se afigura simultaneamente corporal, teórico e de essência performativa. Para Laurence Louppe, a dança inscreve-se como uma presença dinâmica e como um encontro de ordem concetual, afetiva, emotiva e sinestésica entre bailarino e espetador. Com efeito, e como salienta, “entre corpos, algo ecoa, não tanto a partir do que estes fazem, mas de um estado de corpo para ler, para decifrar"



       LEANDRO MAGALHAES ROCHA                                                                                                                       


DANÇA CONTEMPORÂNEA .

      

            A DANÇA CONTEMPORÂNEA ROMPE COM AS MOLDURAS CLÁSSICAS. NÃO TEM TÉCNICAS ESPECÍFICAS NEM UM "CORPO IDEAL". INOVA NAS TEMÁTICAS E NA RELAÇÃO COM OS ESPAÇOS E OUTRAS ARTES.
NA DANÇA CONTEMPORÂNEA O DANÇARINO E DANÇARINA SE ENTREGA AO RITMO, NUM ÊXTASE, QUE MISTURA TRAÇOS DA REALIDADE E DA IMAGINAÇÃO, LEVANDO A PLATEIA A VIVER VÁRIADOS TIPOS DE EMOÇÃO, ORA  VENDO O BELO, ALEGRIA, INCOMODO, MEDO E ADMIRAÇÃO.
            NA DANÇA VISTA NA II MIDANÇA, BUSCAVA NARRAR A RELIDADE VIVIDA, AS CLASSES SOCIAIS, A CULTURA E SEMPRE A LIGAÇÃO ENTRE RELIGIOSO E PROFANO, LUXO E POBREZA A EXIBIÇÃO DO CORPO SEXUAL E CORPO SENSUAL. 

ROZILEIDE.


II MIDANÇA- "Pra frente o pior "- Samuel Beckett

No dia 18 de Maio no Teatro Alcione Nazaré o evento II MIDANÇA- Mostra Investigativa de Dança , promovido pelo Núcleo Atmosfera, os alunos de Teatro da UFMA apresentaram a performance baseada no conto "Pra frente o pior" de Samuel Beckett. Adaptaram  para os palcos a compreensão da poética beckettiana, as incertezas e os impasses da narrativa que podem conduzir a uma possibilidade angustiante: a de toda a criação ser apenas uma tentativa de se sentir menos só. No limite do drama e da poesia, trouxe um dos fragmentos mais citados de toda a obra do escritor: “Tentar de novo. Falhar de novo. Falhar melhor.” Abaixo você pode conferir os momentos dessa apresentação...
 
Fotos: Laíse Nascimento
 



 
 

 

"Dance como uma flor que não pede licença pra nascer" ( Kazuo Ohno).

Dança Contemporânea...
 
A dança contemporânea não se opõe ao balé clássico, pelo contrário, ela mescla observações de muitas coisas. Surgiu na década de 60 como forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Nesse tipo de dança o que importa é a transmissão de sentimentos, ideias e conceitos, partindo da ideia que o movimento se constitui de todos os gestos do cotidiano na sua espontaneidade. No filme "Tempos Modernos", Charlie Chaplin pode-se fazer uma analogia ao comparar o corpo do bailarino antes mecânico.
 
LABAN foi o primeiro que teorizou essa dança mais "liberta" ( dança-teatro-educação) e a forma de educar o corpo do ser humano. A dança contemporânea trouxe à discussão o papel de outras áreas artísticas na dança, como o vídeo, a música, a fotografia, as artes plásticas, a performance, a cultura digital e softwares específicos, que permitem alterações do que se entende como movimento, tornando movimentos reais em virtuais ou vice-versa. Surgiram, a partir de então, vertentes como a vídeodança, tornando mais híbridas as relações entre as diferentes áreas da dança.
 By- Laíse Nascimento